BASE CONCEITUAL DO ARTESANATO BRASILEIRO

Artesã/o leia atentamente, veja como você se reconhece nesta base conceitual, analise, discuta com seus colegas de profissão, vamos nos emponderar para opinar, discutir, analisar, sugerir, pois esta Base Conceitual do Artesanato Brasileiro, será apresentada e discutida no 8º  CONTRARTE - Congresso Nacional do Trabalhador Artesão que acontecerá em Brasilia/DF, nos dias 28, 29 e 30 de agosto de 2017:




MINISTÉRIO DA INDÚSTRIA, COMÉRCIO EXTERIOR E SERVIÇOS
SECRETARIA ESPECIAL DA MICRO E PEQUENA EMPRESA


PORTARIA Nº    ,    DE   DE 2017

Dispõe sobre o conceito de artesão, os processos de produção artesanal, a classificação do produto artesanal de acordo com a origem e a finalidade, e aprova o Manual de Tipologias e Técnicas do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB).

O SECRETARIO ESPECIAL DA SECRETARIA ESPECIAL  DA MICRO E PEQUENA EMPRESA DA SECRETARIA DE GOVERNO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe conferem  o art. 24-E, inciso I, alíneas "a" e "c", e inciso III, da Lei nº10.683, de 28 de maio de 2003, combinado com o art. 2º da Lei nº 12.792, de 28 de março de 2013, regulamentados pelo art. 1º, inciso I, alíneas "a" e "c", e inciso III, do Decreto nº 8.001, de 10 de maio de 2013, e considerando o disposto no art. 6º do Decreto n. 8.001, de 2013, no Decreto nº 1.508, de 31 de maio de 1995, bem como no art. 2º da Portaria nº 32, de 30 de março de 2015, RESOLVE:

Art. 1º Esta Portaria dispõe sobre o conceito de artesão, os processos de produção artesanal, a classificação do produto artesanal de acordo com a origem e a finalidade, e aprova o Manual de Tipologias e Técnicas do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB).

Art. 2º Artesão é aquele que, de forma individual ou coletiva, faz uso de uma ou mais técnicas no exercício de um ofício predominantemente manual, por meio do domínio integral de processos, transformando matéria-prima em produto acabado que expresse identidades culturais brasileiras.
§ 1º Entende-se por domínio integral de processos e técnicas, a capacidade de realização do processo produtivo completo concernente à criação do produto artesanal.

§ 2º O artesão poderá utilizar:
I - artefatos, ferramentas, máquinas e utensílios para auxílio limitado, desde que seu manuseio exija ação permanente do artesão para executar o trabalho; e
II - moldes e matrizes, não comercializáveis, desde que tenham sido criados e confeccionados pelo próprio artesão para o seu uso exclusivo.
§ 3º Considera-se mestre, aquele artesão que se notabilizou em seu ofício, legitimado pela comunidade que representa e que difunde para as novas gerações conhecimentos acerca dos processos e técnicas do ofício artesanal.
§ 4º Considera-se artista popular o artesão autodidata, que cria, de forma espontânea, obras autorais sem repetição, de relevante valor histórico, artístico e cultural, que retratam o imaginário popular.
Art. 3º Artesanato é toda produção resultante da transformação de matérias-primas em estado natural ou manufaturada, que expresse criatividade, identidade cultural, habilidade e qualidade.
§ 1º Serão aceitos produtos artesanais com referências a culturas estrangeiras, desde que tenham sido assimiladas por localidades com tradição imigratória.
§ 2º Qualquer produto artesanal que contenha matéria-prima mineral, da fauna e da flora silvestre deverá conter informação quanto a sua origem e registro junto aos órgãos ambientais.
Art. 4º A produção artesanal classifica-se, conforme a origem, nas seguintes categorias:
a.       Artesanato Tradicional: a produção, geralmente de origem familiar ou comunitária, que possibilita e favorece a transferência de conhecimentos de técnicas, processos e desenhos originais, cuja importância e valor cultural decorrem do fato de preservar a memória cultural de uma comunidade, transmitida de geração em geração.

b.      Arte Popular: As peças únicas são reconhecidas pelo valor histórico, artístico e cultural, trabalhadas em harmonia com o tema, a realidade e a matéria, expressando aspectos identitários da comunidade ou do imaginário do artista;

c.       Artesanato Indígena: é resultado do trabalho produzido por membros de etnias indígenas, no qual se identifica o valor de uso, a relação social e cultural da comunidade, sendo os produtos, em sua maioria, incorporados ao cotidiano da vida tribal e resultantes de trabalhos coletivos, de acordo com a divisão do trabalho indígena. O Selo Indígenas do Brasil, instituído pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (Portaria Interministerial nº 2, de 3 de dezembro de 2014) para valorizar e identificar a origem indígena dos produtos, é sinal distintivo aplicável ao produto artesanal indígena.

d.      Artesanato Quilombola: é resultado do trabalho produzido coletivamente por membros remanescentes dos quilombos, de acordo com a divisão do trabalho quilombola, no qual se identifica o valor de uso, a relação social e cultural da comunidade, sendo os produtos, em sua maioria, incorporados ao cotidiano da vida comunitária. O Selo Quilombola, instituído pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Portaria nº 22, de 14 de abril de 2010) para certificar a origem de produtos feitos por integrantes de comunidades quilombolas, é sinal distintivo aplicável ao produto artesanal quilombola.

e.        Artesanato de Referência Cultural: produção artesanal decorrente do resgate ou da releitura de elementos culturais tradicionais nacionais ou estrangeiros assimilados, podendo se dar por meio da utilização da iconografia (símbolos e imagens) e/ou pelo emprego de técnicas tradicionais de artesanato sem descaracterizar as referências culturais locais.
f.       Artesanato Contemporâneo-Conceitual: produção artesanal, predominantemente urbana, resultante da capacidade de incorporar elementos criativos, em diferentes formas de expressão, resgatando técnicas tradicionais, utilizando, geralmente, matéria-prima manufaturada e/ou reciclada, considerando a identidade cultural, agregando inovação de materiais e processos.
g.      Alimento e Bebida Artesanal: produto típico de determinada região, feito a partir de matéria-prima natural regional, segundo métodos tradicionais que revelam identidade cultural, desde que esteja em conformidade com a legislação específica vigente.
h.      Aromático, Cosmético e Perfumaria Artesanal: produto típico de determinada região, feito a partir de matéria-prima natural regional, extraída e manipulada pelo artesão, segundo métodos tradicionais que revelam identidade cultural, desde que esteja em conformidade com a legislação específica vigente.
Art. 5º A produção artesanal classifica-se, conforme a finalidade, nas seguintes categorias:
a. Adornos, Acessórios e Vestuários: objetos de enfeite de uso pessoal com função estética.
b. Decorativos: objetos produzidos para enfeitar e compor ambientes.
c. Educativos: objetos destinados às práticas pedagógicas, que visam atuar na capacidade do indivíduo de aprender novas habilidades e assimilar novos conhecimentos.
d. Lúdicos: objetos para o entretenimento e representação do imaginário popular, normalmente em forma de jogos, bonecos, máscaras, instrumentos musicais, brinquedos, entre outros. Os produtos destinados ao público infantil deverão observar a legislação específica vigente.
e. Religiosos/Místicos: objetos destinados ao uso ritualístico ou para a demonstração de uma crença ou fé, a exemplo de amuletos, altares, imagens, mandalas, oratórios, entre outros.
f. Profanos: peças que expressam manifestações artísticas desvinculadas de concepções religiosas.
g. Utilitários: objetos que visam atender as necessidades oriundas de trabalho ou de atividade doméstica, cujo valor é determinado pela importância funcional.
h. Lembranças/Suvenires: objetos representativos de uma região ou de manifestações culturais  adquiridos ou distribuídos com a finalidade de identificar as características do destino visitado e geralmente presentear alguém.
Art. 6º Para os fins desta Portaria, são consideradas formas de organização da produção artesanal:
I - artesão individual: aquele que produz de forma independente, podendo contar com o auxilio de aprendizes;
II - grupo de produção artesanal: organização informal de artesãos que produzem de forma coletiva, constituído por membros de uma mesma família ou comunidade, alguns com dedicação integral e outros com dedicação parcial ou esporádica;
III - associação de artesãos; e
IV - cooperativa de produção artesanal.
 
Art. 7º Fica aprovado o Manual de Tipologias e Técnicas do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB).

Art. 8º Esta Portaria entra em vigor na data da sua publicação.


JOSÉ RICARDO VEIGA




MANUAL DE TIPOLOGIAS E TÉCNICAS DO PROGRAMA DO ARTESANATO BRASILEIRO (PAB)


CAPÍTULO I

DAS TIPOLOGIAS DA PRODUÇÃO ARTESANAL


GRUPO 01: MATÉRIA-PRIMA NATURAL
- São classificadas neste grupo as matérias-primas de origem animal, vegetal e mineral utilizadas em seu estado bruto, bem como aquelas submetidas a processos simplificados de beneficiamento.

01.01: MATÉRIA-PRIMA NATURAL DE ORIGEM ANIMAL

01.01.01  CARCAÇA
- Armação que dá estrutura ao animal[NRD1]  tais como: de anfíbio, de ave, de crustáceo, de mamífero, de peixe e de réptil.


01.01.02   CASCA
- A casca é o revestimento externo de determinados animais, tais como os crustáceos, e de ovos de animais, a exemplo dos das aves.


01.01.03  CASCO
- É o estojo córneo que recobre a parte terminal da pata de animais bovinos, bubalinos, cavalos dentre outros, utilizado para confecção de objetos decorativos e utilitários.


01.01.04  CERA
- Secreção de glândulas do abdome de animais, utilizadas na confecção de objetos decorativos.


01.01.05   CONCHA
- Órgão rígido, córneo ou calcário, muitas vezes externo, característico de certos animais, especialmente dos moluscos, utilizado na confecção de objetos de decoração, bem como de adorno e uso pessoal.


01.01.06   COURO E PELE
- Pele curtida de animais, utilizada como matéria-prima para a confecção de diversos artefatos para o uso humano, destacando-se os objetos para uso pessoal, utensílios, artigos para decoração, artigos de montaria e instrumentos musicais.
01.01.07   CRINA E PELO
- Tecido obtido do pelo de animais lanígeros (ovelhas, cabras etc.) por meio de extração (tosquiamento), fiação e tecelagem manuais, utilizado na confecção de acessórios, objetos pessoais e objetos utilitários. Na crina e pelo, a pelagem presente em certos animais, principalmente equídeos como o cavalo, asno e a zebra, é utilizada na confecção de objetos utilitários.
01.01.08  DENTE, CHIFRE E OSSO
- Materiais rígidos de origem animal, geralmente utilizados para confecção de objetos decorativos e de uso pessoal.

01.01.09   ESCAMA
- Cada uma das lâminas que cobrem o corpo de certos peixes e alguns répteis, utilizada como matéria-prima para a confecção de acessórios e adornos pessoais e decorativos.

01.01.10   PENA E PLUMA
- Estruturas epidérmicas que formam o revestimento externo distintivo ou plumagem de aves. São geralmente utilizadas pelos indígenas para confecção de objetos utilitários e de uso pessoal.


01.02: MATÉRIA-PRIMA NATURAL DE ORIGEM VEGETAL

01.02.01   CASCA, CAULE E RAIZ
- Parte superficial e protetora dos troncos, dos galhos e dos ramos, rica em cortiça e em tanino; chama-se também casca a região externa das raízes e dos caules novos. São utilizados para confecção de objetos decorativos e utilitários

01.02.02  CERA, MASSA E RESINA
- Secreções formadas principalmente em canais de resina de algumas plantas, tais como árvores coníferas, utilizada principalmente na confecção de objetos de uso pessoal.

01.02.03   FIO E FIBRA
- Estruturas filamentosas, geralmente sob a forma de feixe, extraídas de vegetais, e beneficiadas de forma manual. São matérias-primas moles e flexíveis e que, quando entrelaçadas, possuem diversos usos utilitários.

01.02.04   FLOR, FOLHA E FRUTO
- Matérias-primas florestais não madeireiras, utilizadas para confecção de objetos decorativos e objetos de adorno.

01.02.05   LÁTEX, BALATA
- Suco leitoso esbranquiçado produzido pelo caule de plantas (seringueira, mamoeiro, caucho etc.) utilizado por comunidades tradicionais na confecção de acessórios, utensílios e objetos decorativos. Balata é o látex de uma árvore denominada balateira, também conhecida como maparajuba encontrada apenas na linha do equador.


01.02.06   MADEIRA
-  Material obtido a partir do tecido formado pelas plantas lenhosas, extraído de forma seletiva ou encontrado na natureza (madeira de erosão), sendo utilizado na confecção de objetos utilitários e decorativos.

01.02.07   SEMENTE
- O grão ou a parte do fruto próprio para a reprodução, utilizado para confeccionar objetos decorativos, de uso pessoal, instrumentos musicais entre outros.

01.03: MATÉRIA-PRIMA NATURAL DE ORIGEM MINERAL

01.03.01   AREIA
-  Conjunto de partículas de rochas desgastadas, utilizado na confecção de objetos decorativos.

01.03.02   ARGILA
- Substância terrosa proveniente da degeneração de rochas feldspáticas, que adquire plasticidade quando umedecida com água, rigidez após secagem, e dureza após a queima em temperaturas elevadas (cerâmica). É utilizada na confecção de objetos utilitários ou decorativos.


01.03.03   PEDRA
- Mineral, rocha ou material petrificado que, quando esculpido, lapidado, polido ou talhado, é utilizado na confecção de objetos decorativos, utilitários e de uso pessoal.

GRUPO 02: MATÉRIA-PRIMA MANUFATURADA
- São classificadas neste grupo as matérias-primas de origem animal, vegetal e mineral transformadas por processos de beneficiamento de maior complexidade, em geral mecanizados.


02.01: MATÉRIA-PRIMA MANUFATURADA DE ORIGEM ANIMAL

02.01.01   COURO E PELE
- Pele curtida de animais beneficiada e utilizada como matéria-prima para a confecção de diversos artefatos, destacando-se os objetos para uso pessoal, utensílios, artigos para decoração, artigos de montaria e instrumentos musicais.

02.01.02   FIO DE LÃ
- Fio derivado do pelo de animais lanígeros (ovelhas, cabras etc.) que, depois de tosquiado, é processado industrialmente para usos têxteis, limpeza e coloração. É geralmente utilizado na confecção de vestuário e acessórios.

02.01.03   SEDA
- Tecido constituído pela fibra retirada dos casulos do bicho-da-seda, a partir de processo de tecelagem industrial, utilizado na confecção de vestuário e acessórios.

02.02: MATÉRIA-PRIMA MANUFATURADA DE ORIGEM VEGETAL

02.02.01  BORRACHA
- Produto sólido obtido por meio da coagulação de látices de determinados vegetais, utilizado na confecção de acessórios e utensílios.

02.02.02 FIO E TECIDO
- Material (algodão, juta, cânhamo, linhosisal etc.) processado industrialmente a partir de fibras têxteis, utilizado na confecção de vestuário, acessórios e objetos utilitários.

02.02.03   MASSA
     - A massa manufaturada a partir de amido de milho e cola é utilizada na modelagem de objetos decorativos com valores artísticos, históricos e culturais. 

02.02.04  MDF, AGLOMERADO E COMPENSADO
-Material fabricado a partir da aglutinação de fibras de madeira com resinas sintéticas e outros aditivos, utilizado na confecção de objetos decorativos e utilitários.

02.02.05   PAPEL
- Material constituído por elementos fibrosos de origem vegetal, utilizados para confecção de objetos utilitários e decorativos.


02.03: MATÉRIA-PRIMA MANUFATURADA DE ORIGEM MINERAL


02.03.01  CERÂMICA
 - A cerâmica manufaturada tem como matéria-prima principal a argila. Material de natureza inorgânica, sólida e não metálica é utilizada na confecção de objetos em fornos de alta temperatura, gerando peças de cor natural, preto ou em variações que ocorrem do amarelo ao vermelho, podendo ainda, ser revestido de pintura.

02.03.02   METAL
- Produto extraído de minérios encontrados em solos e rochas, sendo que alguns metais, tais como o ferro e o cobre, são extraídos dos minérios já na forma a ser utilizada, enquanto outros, como o aço e o bronze, precisam ser associados a outras substâncias. Os metais mais utilizados no artesanato são: ferro, cobre, estanho, ouro e prata, na confecção de objetos decorativos, utilitários e adornos.       

02.03.03   VIDRO
- Substância obtida por meio do resfriamento de uma massa líquida à base de sílica, cuja manipulação só é possível quando fundida a altas temperaturas, sendo utilizada na confecção de objetos decorativos e utilitários.        
 

GRUPO 03: MATÉRIA-PRIMA SINTÉTICA
- São classificadas neste grupo as matérias-primas desenvolvidas de modo artificial, pela síntese de componentes naturais e químicos.

03.00.01   FIO E TECIDO
- Materiais produzidos pelo homem a partir de fibras artificiais – utilizando matérias-primas naturais, tais como a celulose – ou sintéticas – empregando matérias-primas oriundas da indústria petroquímica –, dentre os mais comuns: poliéster, acrílico, elastano, poliamida, nylon, lycra, viscose e acetato.

03.00.02   COURO SINTÉTICO
- Material com aspecto semelhante ao couro natural, geralmente feito de policloreto de vinil (PVC), poliéster, poliuretano e nylon, utilizado na confecção de objetos decorativos, para uso pessoal e utilitários.

03.00.03  MATERIAIS SINTÉTICOS
   
- Materiais obtidos artificialmente, ou seja, que contém substâncias desenvolvidas em laboratório e não extraídas diretamente da natureza. Dentre os que são aceitos neste manual, estão:

    CORANTE E PIGMENTO
- Substâncias sintéticas, normalmente em forma de pó, que apresentam em sua estrutura química grupamentos chamados cromóforos, responsáveis por lhes conferir cor. São mais utilizados os de efeito metálico e perolizado, na confecção de objetos decorativos, utilitários e de uso pessoal.

ESPUMA
- Objeto sólido, flexível e maleável usado para esculpir e modelar máscaras e bonecos.

MANTA ACRÍLICA
- É produzida em 100% poliéster e tem a finalidade de modelar e aumentar a eficiência da espuma, utilizada nos trabalhos de costura em patchwork.

                 MASSA PLÁSTICA
      -Produto resultante de misturas de materiais, caracterizado pela sua    consistência pastosa e maleável, sendo mais utilizadas a massa de porcelana fria, (biscuit), massa plástica e as argamassas, na confecção de objetos decorativos e utilitários.

                 MIÇANGA E PEDRARIA
- Objetos decorativos feitos a partir de vidro e acrílico, usados para confecção de objetos de uso pessoal (roupas, bijuterias, calçados etc.).

PLÁSTICO
- São materiais orgânicos poliméricos sintéticos, derivados de petróleo, dotados de grande maleabilidade (PET e PVC).

                TINTA
- Composição química, pigmentada ou não, que após sua aplicação, se converte em um revestimento, proporcionando às superfícies acabamento, resistência e proteção, utilizada na confecção de objetos decorativos e utilitários.

             



CAPÍTULO II

DAS TÉCNICAS DE PRODUÇÃO ARTESANAL

As Técnicas de Produção Artesanal consistem no uso ordenado de saberes, fazeres e procedimentos, combinado aos meios de produção e materiais, que resultem em produtos, com forma e função, que expressem criatividade, habilidade, qualidade, valores artísticos, históricos e culturais.

1. AMARRADINHO/PUXADINHO
Consiste em preencher as tramas da talagarça (ou tear) com retalhos, sempre no mesmo sentido. Os retalhos são inseridos na trama e presos com um nó simples, mas firme. Preenche uma trama, pula a seguinte e preenche a outra, seguindo até o fim da carreira. Na carreira seguinte, intercala o amarradinho com a trama da carreira anterior. O avesso é liso, já a frente do trabalho é cheia e fofa.

2. BOLEADO
Técnica de transformar material plano em forma boleada utilizando o boleador de metal que é aquecido no fogo e, ainda quente, colocado sobre a matéria-prima a ser trabalhada (fibras vegetais, papel, material sintético e tecido). Com o auxílio das mãos criam-se pequenos sulcos, valetas ou nervuras na matéria-prima.

3.BORDADO
Técnica de ornamentar tecidos com desenhos ou motivos diversos, utilizando os fios e a agulha para formar o bordado, podendo ser feito com as mãos ou em máquinas de pedal ou de motor elétrico. Os bordados utilizam-se dos pontos para se desenvolver, por isso, em muitos casos o nome do bordado é dado pelo nome do próprio ponto. Deverá ser considerado desde que o bordado atinja 50 por cento do trabalho executado na peça.

3.1 ABERTO
Bordado à mão e do tipo fios contados, em que primeiramente o pano é desfiado na região a ser bordada. Depois se utiliza agulha e linha para unir os fios que ficaram no tecido e construir o ornamento. Forma desenhos mais padronizados, já que a sua característica marcante é a contagem igual de fios e a sua união através de pontos diversos. Geralmente é executado em tecido e linha na cor branca. Mesmo sendo incomum, também pode feito com máquina a pedal e utilizando o bastidor.

3.2 APLICAÇÃO
Técnica com aplicação de tecidos recortados e dispostos formando uma imagem, cujo contorno é bordado com ponto caseado se feito à mão, ponto cheio e ziguezague se feito à máquina.

3.3 ARPILHARIA
Técnica utilizada por um grupo de artesãs de Mato Grosso com a aplicação de bordado usando sobras de tecido em linguagem de relevo, formando figuras da fauna, da flora e paisagens, aplicadas em alto relevo sobre outro tecido. Toda a costura é feita à mão, utilizando agulhas e fios, inclusive fios de lã para realçar o contorno das figuras.

3.4 BOA NOITE
A técnica desse bordado consiste em desfiar o tecido e recompô-lo em faixas com motivos florais. Sempre rigorosamente geométrico e seguindo a trama dos tecidos, o bordado se apresenta em quatro diferentes composições: Boa Noite Simples, Boa Noite de Flor, Boa Noite Cheio e uma variante do Boa Noite Cheio. Para compor essa técnica de bordado, precisa-se de agulha, bastidor, tecido, tesoura e linha – as mais fortes para o acabamento e as mais finas para a feitura dos pontos. O bastidor é o suporte de madeira circular no qual o tecido é esticado, permitindo que se tenha a base necessária para começar a bordar.

3.5 BOUVAIRE
Técnica de bordado livre e feito à máquina, também conhecido como ponto de cadeia. Nesta técnica o controle é exclusivo da bordadeira e não se utiliza bastidor no seu desenvolvimento. Os desenhos são inicialmente riscados no suporte escolhido (tecido, palha, couro) para depois serem bordados. Podem ser utilizados fios de várias espessuras em linha de algodão ou sintética.

3.6 CAMINHO SEM FIM
Pode ser feito à mão ou à máquina. Nesta técnica, faz-se um caminho sinuoso e longo em todo o tecido, por isso a técnica se chama caminho sem fim. É encontrado também agregado a outras técnicas, como no acolchoamento de costuras (quilting) e do patchwork.

3.7 CASA DE ABELHA
Bordado à mão, executado em tecido franzido anteriormente ou durante o bordado. Utilizando-se a linha de bordado e a agulha, vai-se juntando as dobras do tecido, formando desenhos que lembram uma colmeia ou “casa de abelha”.

3.8 CHEIO
Este ponto implica um matizado básico e compreende o enchimento de linha ou algodão. Deve ser trabalhado no sentido contrário ao alinhavo, preenchendo todo o interior do desenho. Como resultado final o bordado fica com um efeito de maior relevo. O número de fios sobre os quais os pontos são trabalhados depende do efeito desejado.

3.9 COM FITA
É uma técnica que utiliza a fita no lugar da linha e agulhas largas com ponta afiada, formando imagens como flores.

3.10 CORRENTE OU CADEIA
Ponto decorativo em forma de corrente, muito usado para contornar outros bordados. Também se pode usar esse ponto para preencher todo o interior do desenho. Geralmente é colocado na composição juntamente com outros tipos de pontos. Quando feito para preenchimento, contorna-se inicialmente o desenho para depois ir preenchendo até chegar ao centro.

3.11 CRIVO OU CONTADO
É uma técnica trabalhada com um emaranhado de pontos que se faz desfiando o tecido, montado em armação de madeira (tela ou bastidor), unindo fios e preenchendo espaços com cerzimentos. É um bordado de agulha onde se empregam os pontos de corte, de fios tirados, cruz, milindro, relevo e cerzimentos. O ponto crivo pode ser executado em qualquer tecido com fios contáveis, onde se fazem pequenos cortes em fios determinados do tecido, formando desenhos. O que o caracteriza é a formação de buraquinhos e a passagem da linha através destes.

3.12 CRUZ
Conhecido também como ponto de marca e bordado de fio contado. Bordado com ponto imitando pequenas cruzes que permite a contagem de fios e que quando agrupadas, formam um desenho. Geralmente executado em tecido étamine e linho.

3.13 FILÉ
Técnica que consiste em preencher um desenho sobre uma rede, feita com linha de algodão, também conhecida como grade. Essa grade é confeccionada com a mesma técnica usada nas redes de pesca. A partir da rede de nó, presa a uma peça de madeira com formatos e tamanhos diferentes, desenvolve-se a trama com pontos numa agulha de mão. Também conhecida como uma técnica de bordado, porém não utiliza o tecido como suporte, podendo se classificar como renda.

3.14 LABIRINTO
Técnica que parte do risco de um desenho no tecido. Em seguida, obedecendo ao desenho, o tecido é desfiado com auxílio de agulha, lâmina e tesoura, desfazendo a trama original e formando outra em forma de tela. A partir daí se cria uma nova trama, com novas texturas, formas e estampas, usando agulhas muito finas no tecido esticado numa grade de madeira com pregos. A partir dos espaços que se abrem pela trama, outros fios são entrelaçados e os próprios espaços, emoldurados por cores ou texturas novas, formam padrões originais nos tecidos.

3.15 MATIZ
Tem a forma do Ponto Cheio, normalmente usado para dar um efeito matizado, ou seja, tendo em um mesmo desenho a mistura de cores e nuances variadas. Usado também para dar o efeito sombreado. Na primeira carreira os pontos são alternadamente longos e curtos e bem unidos para seguir o contorno do desenho. Os pontos das carreiras seguintes são arrumados visando instituir uma superfície uniforme e macia.

3.16 OITINHO
É uma variação da técnica vagonite. Consiste em passar a agulha da direita para a esquerda, voltando no mesmo lugar e deixando o fio da trama do primeiro grupo de tecidos de fios. Já com o fio arrematado, pula-se uma das carreiras de tramas do grupo de cima e começa a fazer o mesmo no segundo grupo. As carreiras devem sempre começar contrárias às anteriores.

3.17 REDENDÊ, RENDEDEPE, RENDA DE DEDO OU HARDANGER
Técnica executada preferencialmente sobre linho preso em bastidor. Após ser bordado é recortado com tesoura para retirada do centro do bordado ou das partes do tecido que não foram cobertas pela linha. São utilizados pontos cheios e abertos formando desenhos geométricos.



3.18 RETO
Bordado à mão em pontos feitos na horizontal e na vertical. Para formar o desenho segue esta mesma direção. É iniciado e finalizado com a mesma direção do ponto. Algumas vezes esses pontos são de tamanhos variados, o que possibilita uma sensação de que o desenho é diagonal. É o ponto base do bordado rendendepe.

3.19 RICHELIEU
Bordado livre que pode ser executado à mão ou à máquina de pedal, com o auxílio do bastidor. O desenho é feito em papel manteiga e depois passado para o tecido. O tecido é costurado com ponto reto e reforçado com zigue-zague, contornando-se todo o desenho. Com a tesourinha, corta-se a parte interna do desenho e são bordadas as ligações internas (grades) e depois o contorno, utilizando um cordão\linha chamada cordonê.

3.20 ROCOCÓ
Sequência de pontos sobre o tecido em torno de uma agulha. A agulha é introduzida tantas vezes quantas desejadas e no mesmo lugar. Com o auxílio de uma agulha de fundo pequeno que permita a passagem através da linha enrolada, puxa-se a linha até obter o ponto rococó desejado. É um bordado que possui volume, apresentando um aspecto semelhante a figuras tridimensionais.

3.21 RUSSO
O ponto russo é uma técnica de bordar em alto relevo, feita com uma agulha especial, bastidor e tecido. Quando finalizado tem um efeito felpudo e atoalhado e com relevo bastante destacado.

3.22 SOMBRA
Também conhecido por Ponto Atrás Duplo, o Ponto Sombra é bordado em tecido fino e transparente. Pode ser feito tanto do lado direito quanto do lado avesso, com pequenos pontos atrás, alternadamente. O efeito do bordado é bastante delicado.

3.23 VAGONITE
Bordado em tecido com textura tipo tabuleiro em relevo ou em tecido étamine, no qual a agulha desliza sob a trama mais proeminente, sem atravessar o seu avesso. Os desenhos têm padrão geometrizado por causa do seguimento das tramas do tecido.

3.24 XADREZ
É uma técnica feita à mão e é assim chamado por ser produzida em tecido xadrez, aproveitando-se o quadriculado para fazer o bordado. É executado com pontos diversos, sendo bastante comum o uso do ponto de cruz duplo.

4.  CALADO/ VAZADO
Consiste em formar figuras na parte central de chapas de madeira, metal e outros utilizando ferramentas de corte como broca, serra de arco, lima, lâmina, dentre outros. A técnica é conhecida como calagem por sua utilização nas peças de cerâmica no período colonial espanhol na América latina.  Atualmente a técnica é utilizada pelos artesãos brasileiros para a produção de luminárias de madeira e PVC, bem como porta-retratos, oratórios e outros itens.

5. CARPINTARIA
Utiliza ferramentas variadas, dependendo da peça a ser confeccionada, sendo as mais comuns a serra, serrote, formão, goiva, trena, martelo, dentre outros. Sua matéria-prima fundamental é a madeira natural, exigindo conhecimentos sobre a especificidade desta matéria. São produzidos mobiliários e utilitários mais rústicos.

6. CARTONAGEM
A técnica de cartonagem permite modificar e criar diversos objetos decorativos e utilitários com papelão, papel, cartão ou outros tipos de papéis grossos. São utilizados cola branca, tecidos estampados e papéis decorados para fazer a forração da estrutura cartonada. Esta técnica será considerada desde que haja o preparo, pelo artesão, do papel a ser utilizado na confecção do produto final.

7.  CERÂMICA
Consiste no processo de queima do barro ou argila em diferentes tipos de forno com de alta temperatura. A forma pode ser conseguida por modelagem à mão com a técnica de rolinhos, placas ou bolas de argila, ou de forma escultórica. Existem diversas argilas nas quais se podem adicionar outros elementos para obter maior plasticidade e coesão e ainda um bom cozimento. As queimas variam desde as primitivas, que atingem temperaturas mais baixas aos fornos "modernos" ou "antigos" de altas temperaturas.

7.1 FAIANÇA
É uma cerâmica branca, composta por massas porosas, de coloração esbranquiçada e que precisa passar por processo posterior de vitrificação. Seus produtos incluem aparelho de jantar, aparelho de chá, xícara e caneca, peças decorativas, etc.

7.2 GRÊS
Massa cerâmica, cuja composição é semelhante a das rochas. A principal diferença entre essa massa e as rochas é que, enquanto as rochas se formam na natureza, o grés é preparado pelo homem com uma seleção de minerais e uma parte de argila plástica. Em sua composição não entram argilas tão brancas ou puras quanto na porcelana, o que estabelece uma coloração rósea, levemente avermelhada nas baixas temperaturas e acinzentada nas mais altas. A temperatura de queima pode ficar entre 1150 e 1300ºC, após a queima se tornam impermeáveis, vitrificadas e opacas (refratária). Ela vitrifica na sua temperatura de queima, o que permite a fabricação de vários tipos de produtos. Estes são em caso particular feitos numa só queima. Também conhecida pelo termo inglês stoneware “barro-pedra”. O grês é, em última análise, uma porcelana não translúcida.

7.3 PORCELANAS
A porcelana é composta de caulim - uma terra aluminosa, e de petuntsê - um silicato. Quando submetida a uma temperatura de 1200 a 1500°C obtém-se uma matéria ainda mais dura, e mais lisa, que pouco a pouco se torna vítrea, até se transformar em porcelana, que é sempre translúcida.

7.4 RAKU
Técnica cerâmica que começa por modelar uma peça de barro poroso, cozendo-a a uma temperatura não muito elevada. Depois, aplica-se o vidrado na peça, e leva-se de novo ao forno, a uma temperatura de 800 a 1000 ºC. As peças são retiradas ainda incandescentes e colocadas num ambiente com pouco oxigênio.  Se surgir alguma chama é necessário tapar rapidamente o recipiente da serradura e deixar a peça descansar por alguns minutos. O fumo que escapa neste processo é um lençol espesso, quase viscoso, amarelado e muito tóxico. Na terceira fase do processo, a peça é retirada da serradura e rapidamente mergulhada em água. Todas estas ações permitem criar efeitos singulares: craquelês, brilhos e texturas especiais. A porosidade do barro, a quantidade de vidrado e a forma como este se aplica, a temperatura do forno, a madeira de que é feita a serradura, a temperatura da peça, o contato maior ou menor da superfície da peça com a serradura, o tempo de imersão em água tudo isso pode alterar a cor e brilho. As zonas da peça onde não foi colocado vidrado ficam totalmente pretas, o que permite criar contrastes com o vidrado branco, sobretudo quando há craquelê.

7.5 TERRACOTA
A terracota é um material constituído por argila cozida no forno, sem ser vidrada, e é utilizada em cerâmica e construção. O termo também se refere a objetos feitos deste material e a sua cor natural, laranja acastanhada. A terracota caracteriza-se pela queima em torno dos 900º C, apresentando baixa resistência mecânica e alta porosidade, necessitando um acabamento com camada vítrea para torná-la impermeável. É uma cerâmica fria similar à argila, mas muito mais limpa e fácil de trabalhar.

7.6 TRADICIONAL
A cerâmica tradicional de olaria é utilizada para fabricar objetos de uso doméstico, sendo os mais utilizados os potes (recipientes de transporte e depósito de água) e panelas para cozimento de alimentos. O fabrico da olaria passa pela modelagem à mão ou pela técnica do torno (roda de oleiro). A preparação da massa é feita por métodos tradicionais locais que são transmitidos por meio de conhecimentos empíricos.

7.7 VIDRADO OU ESMALTE CERÂMICO
Este é um tipo de vidrado feito a partir de minerais e óxidos que uma vez levados à queima, após a sua aplicação nas peças conferem uma aparência de vidro. Depois de esmaltada, é “queimada” no forno de alta temperatura, onde o esmalte se derrete e forma uma fina camada vitrificada sobre a peça. A pintura pode ser feita antes ou depois de se esmaltar a peça.

8. CINZELAGEM OU REPUXO
Técnica utilizada para criar volumes, relevos e texturas numa chapa metal formando desenhos, também chamada de técnica de repuxado ou repuxo. Utilizam-se ferramentas de precisão que são os cinzéis (ferro).

9. COMPOSIÇÃO DE IMAGEM EM AREIA
Consiste em criar desenhos utilizando areia colorida, colocando uma cor por vez em um recipiente transparente, com o auxílio de palhetas e canudinho de madeira, retratando imagens.

10. COSTURA
É a forma artesanal de se juntar duas partes de um tecido, panocourocasca, ou outros materiais, utilizando agulha e linha na elaboração de peças com identidade cultural.


10.1 COSTURA
Técnica que consiste em unir duas ou mais partes de materiais diversos como tecido, couro, fibra ou outros, utilizando agulha ou máquina na produção de peças variadas. Para ser artesanato a costura deve estar aliada ao desenvolvimento de peças com imagens, figuras ou aplicação de bordados tradicionais. Não serão aceitas técnicas de corte e costura para fins de confecções relacionadas ao mercado de moda convencional.

10.2 COSTURA-FUXICO
Técnica de alinhavar retalhos dobrando uma pequena borda em torno do seu círculo enquanto é feito o alinhavo, depois puxa a linha até que as bordas do centro se unam. Prende o fio com um nó e corta a linha. Aperta o fuxico para que ele assente. Para o preparo são necessários agulha, linha, molde, retalhos e tesoura. A peça deverá ser constituída de pelo menos 50 por cento de fuxicos.

10.3 COSTURA-PATCHWORK
É a técnica que une retalhos de tecidos costurados à mão, formando desenhos geométricos. Os trabalhos com patchwork sempre envolve uma sobreposição de três camadas com retalhos unidos por costura e manta acrílica criando um efeito acolchoado (matelassê). Para o arremate dos trabalhos de patchwork, utilizam-se pespontos largos, mais conhecidos como quilt. O quilt é uma espécie de alinhavo, usado para criar efeitos de relevo nos trabalhos de patchwork ou em acolchoados. O quilt pode ser feito à mão ou com a máquina de costura.

10.4 COSTURA - RETALHO
A costura em retalho é uma técnica que consiste em unir pedaços de tecidos, couro, pele e fibras de cores variadas, geralmente sobras, cuja composição resulta na produção de acessórios, bonecos, colchas, panos decorativos, peças utilitárias, revestimento de móveis, dentre outros. Esses tecidos são cortados, geralmente em diferentes formas, a partir de modelos previamente estabelecidos pelo artesão.

11. CROCHÊ
Técnica desenvolvida com o auxílio de agulha especial terminada em gancho e que produz um trançado semelhante a trama de uma renda. Os trabalhos podem ser realizados com fios ou outros materiais, com mínimo de 50 por cento da técnica aplicada na peça a ser executada. É usada na confecção de vestuário, mantas, tapetes e acessórios artesanais.

12. CURTIMENTO OU CURTUME ARTESANAL
Técnica de curtir pele de animal transformando-as em couro. A técnica deve ser empregada imediatamente após o abate do animal. Caso isso não seja possível, as peles devem ser submetidas com rapidez a um tratamento de imersão em solução saturada de cloreto de sódio (sal de cozinha).

13. CUTELARIA
Consiste em criar instrumentos de corte, em ações sequenciais para a confecção de lâminas como adagas, espadas, facas, facões, machados, navalhas, punhais e todo tipo de utensílios metálicos de corte. A matéria-prima (metal) derretida é moldada com o auxílio de ferramentas para formar o produto desejado.

14. DESIDRATAÇÃO
Consiste na remoção do excesso de água da matéria-prima em exposição ao sol ou utilizando forno adequado com temperatura moderada entre 35º a 70ºC. No caso de flores, as melhores são as compactas com muitas pétalas, que finalizadas com selante floral se tornarão mais resistentes e duradouras.

15. DOBRADURA OU ORIGAMI
Técnica de dobrar papéis, sem o auxílio de tesoura, cola ou de cortes, geralmente feita em papel quadrado para criar em formas representativas de animais, flores, objetos, dentre outros.

16. ENTALHE
Processo minucioso realizado em material rígido e pesado (casco, chifre, couro, madeira, osso, pedra, etc.), consistindo em abrir sulcos na matéria-prima, resultando, de acordo com o artesão, em peças tipificadas como esculturas, objetos utilitários, talhas, tacos (matrizes de xilogravura).
16.1 ENTALHE EM CHIFRE E OSSO
É a técnica de talhar chifre e osso com o auxílio de cinzel, ferramenta cortante, furadeira e lixa.
16.1 ENTALHE EM COURO
É a prática de adicionar desenhos no couro com o auxílio de buril, carimbo, ferramentas (estecas) de modelagem, faca giratória, ferramentas de chanfro, marreta de madeira ou de couro, molde e tábua de corte.
16.3 ENTALHE EM MADEIRA
É a técnica de talhar a madeira com uso de formão, goiva e lixa para obter uma escultura ou objetos decorativos ou utilitários.
16.4 ENTALHE EM PEDRA
Consiste no desgaste de um bloco de pedra utilizando ferramentas como o cinzel, martelo e furadeiras. No artesanato, para pequenas esculturas, se utiliza também a serra diamantada, que vai dando o formato das peças.

17.  ESCULPIR
Técnica que expressa a criação de formas plásticas em volumes e relevos, seja pela modelagem, pelo entalhe, pela reunião de materiais e/ou objetos diversos. Arte de representar um objeto em relevo ou em 3 (três) dimensões, moldando madeira, pedra ou outro material.

18. ESMERILHAMENTO
Técnica de formar esculturas, adornos e outras peças decorativas usando como ferramenta o esmeril. O esmeril é uma pedra composta de vários minerais duros, geralmente de forma circular, acionada por motor ou manivela. Pode ser utilizada para trabalhar dente, chifre, casca de ovo de avestruz, casco, metal, osso, semente e outras matérias-primas.

19. ESQUELETIZAÇÃO
Trata-se de conferir forma de esqueleto. A técnica de esqueletização da folha vegetal é a retirada da clorofila da fibra vegetal, deixando somente as nervuras da folha, utilizando-se soda cáustica. Caso haja a preferência pelo clareamento das folhas, elas são colocadas em alvejante com cloro até atingir a cor desejada, podendo também ser tingidas.

20. FELTRAGEM
A feltragem artesanal consiste na prensagem e adensamento da fibra de lã de ovinos (a partir da limpeza, cardação e penteação da lã crua. Depois de umedecidas as fibras em água morna com sabão (coco ou glicerina) e, por meio de fricção e prensagem dos fios em movimentos circulares, haverá o entrelaçamento das camadas de lã formando uma espécie de manta densa que será utilizada para a confecção de ponches, xales, chapéus, tapetes, bolsas e calçados entre outros.

21. FERRO FORJADO
Técnica que se prepara o ferro aquecido numa forja e depois martelado numa bigorna ou prensa para se obter a forma desejada para produções artísticas. Com essa técnica, também conhecida como ferro batido, se produz peças de distinta beleza como castiçais, tocheiros, candeias, candelabros, chaves, peças de mobiliários como arcas, cofres e baús, além de ornamentos de portas e portões, janelas, espelhos de fechaduras entre outro
22. FIAÇÃO
A técnica de fiação manual consiste no processo produtivo de retirada de fibras (da roca ou do cesto) para formar o fio, a torcedura das fibras (em poucas porções) e o enrolamento dos fios num suporte próprio (fuso). Em um processo de beneficiamento obtém-se o algodão batido ou chumaço de algodão desfiado, além da lã que é acondicionado em cestos. Bater o algodão/lã é o mesmo que “cardar”. Outra etapa é a da fiação propriamente dita, que produz o fio, e para isso é empregado o fuso e a roca ou roda de fiar e é uma técnica que exige grande habilidade manual. Para obter tecidos de boa qualidade, a fiandeira prefere fazer fios no fuso. A roda não é boa para torcer boa linha, com fios finos e fortes.

23. FILIGRANA EM METAL
Técnica de ourivesaria que consiste na combinação de delicados e finíssimos fios de ouro ou prata aplicados sobre placas do mesmo metal, desenhando motivos circulares ou espiralados.

24. FILIGRANA EM PAPEL OU QUILLING
Técnica minuciosa que utiliza tirinhas de papel, fita de cetim ou outros materiais para criar desenhos. O material é enrolado, moldado e colado, criando composições decorativas. Em algumas localidades também é conhecida como quilling.

25. FOLHEAÇÃO/DOURAÇÃO
Técnica de decoração de superfícies que utiliza uma camada finíssima de ouro ou material com aparência deste metal. O metal transformado em lâminas muito finas (conhecidas como folhas de ouro) é aplicado em objetos como madeira ou similares. Para ser considerado artesanato, deve ser obrigatoriamente associado às técnicas de criação do objeto que servirá como suporte.

26. FUNDIÇÃO
 É o processo de fabricação de peças metálicas que consiste essencialmente em encher com metal líquido a cavidade de um molde com formato e medidas correspondentes aos da peça a ser fabricada utilizando alumínio, ferro, bronze, latão e aço entre outros


27. FUNILARIA/LATOARIA
Reaproveitamento de materiais para produção manual de bacia, brinquedo, candeeiro, funil e outros, por meio do processo de rebatimento e dobragem e, quando necessário, pontos de solda.

28. FUSÃO (FUSING)
Consiste em utilizar como matéria-prima pedaços de vidros, que, associados a pigmentos como óxidos de metais e elevados a temperaturas altas formam peças com formas definidas pela disposição antes da fusão para a confecção de bijuterias e utilitários.

29. GRAVAÇÃO
É a arte ou técnica de gravar, ou seja, de fazer riscos e incisões. Pode ser feita diretamente no suporte ou em uma matriz para posterior reprodução, classificando-se assim como gravura. No caso de gravuras, há a impressão de uma imagem, estampa ou qualquer ilustração desenvolvida no suporte escolhido.

29.1 GRAVAÇÃO EM LINÓLEO
Técnica de gravura em alto relevo, o linóleo é produzido a partir de derivados de petróleo e utilizado como matéria-prima na confecção de matrizes. Ao se gravar essa matriz com um desenho, retira-se parte dele com instrumentos de corte como goivas e formões, promovendo o entintamento da superfície para depois transferir a imagem para o papel, tecido ou madeira usando uma colher específica. Difere-se da xilogravura por usar superfícies lisas e maleáveis como por exemplo a borracha.

29.2 GRAVAÇÃO EM METAL
Técnica realizada em uma matriz em forma de chapa metálica em que são criados desenhos e texturas por meio de ferramentas. A gravura em buril ou talho-doce e a ponta seca usa o metal fazendo incisões e depois se utilizam a tinta e a prensa para finalização do processo de impressão. No caso da técnica água-forte se tem o uso de agente químico e verniz. A maneira-negra ou meia-tinta é feita com a matriz preparada sem ácidos, trabalhando-se a partir do negro por meio de raspagem. A água-tinta utiliza ácidos, breu, betume e resina que aderem à placa por meio do calor e traz como resultado a possibilidade das aguadas para se obter escalas de cinza.

29.3 GRAVAÇÃO  EM VIDRO
É baseada em moldes em cera, metal ou película, e permite gravar os vidros por corrosão com ácido ou jato de areia (jateamento) na criação de desenhos. Técnica também denominada de foscagem.

29.4 LITOGRAFIA
Técnica de fazer gravuras cujo processo de gravação é executado sobre pedra plana e calcária chamada de pedra litográfica. A superfície é desenhada com materiais gordurosos que são retidos pelo carbonato de cálcio da pedra, memorizando a imagem. Depois é preciso uma combinação de ácidos que reagem fazendo com que a imagem fique gravada na pedra. Posteriormente é passado um rolo com tinta de impressão sobre a superfície e então é colocado o papel e levado para a prensa. A tinta adere ao desenho deixando brancas as partes sem imagem. Para efeito colorido, utiliza-se uma pedra de cada cor.

29.5 PIROGRAFIA
Técnica de gravar desenhos a fogo sobre couro, madeira e outros tantos materiais - com o emprego de um pirógrafo (aparelho elétrico para gravação por meio do calor) ou ferro em brasa, formando paisagens variadas, feitas à mão livre em tonalidades que variam do marrom claro ao preto.

29.6 XILOGRAFIA
É a técnica de fazer matrizes em relevo para a reprodução de gravuras, com características únicas e produção limitada. Tradicionalmente feitas sobre casca de cajá e imburana de cheiro, utilizando-se como principais instrumentos de trabalho um pequeno buril feito com haste de canivete, prego, sombrinha e agulhas para fazer os clichês. Para reprodução, usa-se um rodo com tinta gráfica sobre a matriz para impressões em borracha, madeira, papel, tecido, etc. que retratam temas característicos da região, feitos populares e festividades locais.

30. LAPIDAÇÃO
Lapidação é uma técnica para modelar, geralmente gemas, mas também se aplica a metais e outros materiais como vidros e cristais que servem para o fabrico de adornos, joias, biojoias e peças utilitárias. No caso de lapidação de gemas deverá estar associada a outras técnicas de ourivesaria para considerar o produto final como artesanato.

31. LATONAGEM
Consiste na arte de se fazer texturas e relevos a partir de qualquer tipo de forma ou figura em folha de metal maleável, utilizando a mão livre ou moldes para enfeitar os objetos. A folha de metal pode ser trabalhada de diversas formas e aplicada sobre madeira, porcelana, vidro e outros materiais. Pode ser utilizado alumínio, cobre, latão, além de boleadores, carretilha e ponta seca.

32. LUTERIA
A luteria diz respeito à construção e manutenção de instrumentos musicais, com foco, segundo a história, em instrumentos de cordas feitos em madeira, artesanalmente. O termo se refere à palavra francesa luth (liuto em italiano), por isso os construtores de luth (alaúde) eram chamados de luthiers. Com a evolução dos instrumentos, os luthiers passaram a construir também violões, violinos, violas, cavaquinhos e bandolins e, mais recentemente, guitarras e baixos elétricos. Assim a palavra acabou adquirindo um significado genérico. Atualmente é aceito o uso da palavra luthier na construção de sopros em madeira e cravos utilizando técnicas como marcenaria, moldagem, entalhe, prensagem, colagem, além do acabamento em pintura.

33. MAMUCABA
A técnica consiste em transformar faixas de tecido plano ou fibras vegetais em fios, trançando-os. Esse tecido atravessa e reforça o cabrestilho, sendo as extremidades ornadas com as bonecas de mamucabas que dão reforço e beleza aos punhos da rede de dormir.

34. MARCENARIA
Técnica que surge da carpintaria como um dos ramos de trabalho artesanal na madeira, porém de forma mais delicada, com trabalhos em entalhe e torneamento. Somente as peças caracterizadas dessa forma são consideradas como trabalho artesanal.

35. MARCHETARIA
Técnica de embutir, encaixar, incrustar ou aplicar peças recortadas de madeira, metais e outros materiais, formando desenhos variados. As peças produzidas são chamadas de marchete, obra de embutidos ou peças de madeira a que se aplicam diferentes pedaços de madeiras preciosas, chifre, osso, madrepérola e outros materiais.

36. MODELAGEM
A modelagem pode ser definida como o ato de modelar objetos tridimensionais, ajustando a forma manualmente de materiais como argila, balata, barro, massa de guaraná, massa sintética e papel marchê. Mesmo com as tecnologias vigentes e o possível uso de torno, ainda é uma prática bastante artesanal. Diferente do desenho e da pintura, a modelagem nos proporciona a visão de todos os ângulos e lados da estrutura, e ainda podemos perceber a sua textura. No caso de massa fria (biscuit), o artesão deverá preparar a própria massa.

37. MODELAGEM A FOGO
Consiste em modelar peças utilizando o vidro como matéria-prima num processo que utiliza a chama de um maçarico numa temperatura entre 950º a 1250° C. O artesão confecciona as peças com o vidro em alta temperatura utilizando varetas de vidros das mais diferentes cores. Também pode utilizar pigmentos óxidos na composição da cor. Utiliza ferramentas manuais, tais como espátulas, pinças e tesouras para obter as formas desejadas na produção de miniaturas em vidro ou cristal.

38. MOLDAGEM
O processo de moldagem, aliado a outros métodos na confecção de um objeto, representa o protótipo original da imaginação criativa do artesão. Podem ser moldadas peças em ferro, látex, madeira, massa, papel e outros materiais. A moldagem no artesanato pode ser considerada quando o artesão produz o próprio molde e o resultado poderá presumir regularidade e padrão, excetuando-se peças idênticas ou cópias.

39. MONTAGEM
Técnica de produção de uma série de peças com efeitos variados, sendo base para artesãos de áreas distintas. Constitui-se em unir matéria-prima, de um só tipo ou diversa, formando uma única peça com identidade e função cultural. Em caso de montagem de adornos e acessórios deverá utilizar materiais beneficiados a partir da natureza, tais como: sementes diversas, fibras naturais, casca do coco, frutos secos, conchas, chifre, madrepérola, capim, madeira, ossos, penas e escamas, dentre outros utilizados repetidamente para formar e valorizar a criação original da peça. Miçangas e pedrarias somente serão aceitas para artesanato indígena, quilombola e de matriz africana, desde que comprovado uma produção tradicional no âmbito de cada comunidade. 

40. MOSAICO
Consiste em colocar peças recortadas ou quebradas (cacos) próximas umas das outras resultando num determinado desenho ou imagem. Depois da colagem e secagem das peças o trabalho é rejuntado. Os materiais utilizados podem ser azulejo, pastilha de vidro, pastilhas de porcelana, pastilhas plásticas, pedras, cerâmicas e espelhos em forma de pequenos fragmentos, feitos em suportes variados.


41. OURIVESARIA
A ourivesaria na joalheria é a técnica de produção de joias e ornamentos utilizando metais nobres: ouro, platina e prata. Com o derretimento do metal as peças são condensadas em um bloco até que o mesmo fique na forma desejada por meio de técnicas de martelagem, modelagem e refinamento.

42. PAPEL ARTESANAL
Técnica de produção de papel artesanal que utiliza diversos materiais, tais como: casca, erva, fibra vegetal, flor seca, papel industrializado e outros, a partir de processos artesanais tais como: separação, imersão, branqueamento, tingimento, feltragem e prensagem entre outros, resultando em um produto final ou matéria-prima para novos produtos tais como embalagens, caixas, cachepôs, porta-trecos entre outros.

43. PAPEL MACHÊ
Técnica que utiliza a massa de papel para moldar objetos utilitários ou decorativos. Palavra originada do francês papier mâché, que significa papel picado, amassado e esmagado, que acrescido de cola, água e gesso em pó, se transforma em uma massa uniforme que, nas mãos do artesão, resultará em esculturas de animais, máscaras e objetos decorativos do folclore nacional pintados à mão com tinta acrílica

44. PAPIETAGEM
Técnica ou processo de composição que consiste na utilização de recortes ou fragmentos de material impresso, papéis picados e superpostos. É necessário colar várias camadas de papel, esperar a secagem, podendo desenformar ou não para obter o produto final.

45. PINTURA
A técnica consiste na aplicação das tintas e pigmentos sobre um desenho ou tema pré-definido na pintura à mão sobre suportes diversos, formando imagens criadas pelo artesão.

45.1 BATIQUE
Técnica de pintura em tecidos ou couros com características bem definidas; são utilizados cera de abelha, parafina e tinta. Assim que o tecido é pintado, ele é colocado em um banho de corante onde as áreas sob a cera permanecerão destingidas. Podem ser produzidos desenhos complexos ao sobrepor cores e ao usar rachaduras na cera pintada para produzir linhas finas. 

45.2 BAUERNMALEREI
Técnica que retrata flores e arabescos em sua essência. Caracterizado por pinceladas livres, espessas e precisas, em formato de vírgula, realçadas com traços de branco. Usada em artigos de decoração, cachepôs, floreiras, janelas, móveis, soleiras, vasos e utensílios domésticos. Bauernmalerei ou simplesmente Bauer significa pintura campestre.

45.3 ENGOBE
Caracteriza-se por ser um tipo de tinta utilizada para pinturas em cerâmica que é composta de uma mistura de argila e água, com adição ou não de óxidos corantes e/ou pigmentos para produzir tonalidades variadas, aplicada em forma líquida na peça antes da queima.

45.4 ESMALTE
Os esmaltes cerâmicos não são tintas, são derivados do vidro, e também conhecidos pelos nomes de “vidrado” ou “verniz”. No esmalte, a cor é produzida por óxidos metálicos e a sua formulação contém outros elementos que determinam propriedades diversificadas. A peça é pintada e depois levada ao forno para aderência, ativação da cor e do aspecto de vitrificação.

45.5 ESTAMPARIA
Tomando-se por base o tecido, são criadas sobre o mesmo estampas variadas com a utilização de aerógrafo, escova, pincel, rolo, seringa, carimbo e stencil, cujos modelos deverão ser confeccionados pelo artesão.

45.6 PÊSSANKA
A técnica consiste na pintura de ovo cru ou esvaziado, ou ovo de madeira. São utilizados pigmentos naturais como casca de cebola, cebolinha roxa, cera de abelha, vela, etc. Utilizam-se como ferramentas pincel ou caneta.

45.7 PINTURA EM AZULEJO
Técnica de pintura em azulejo com ornamentos geométricos ou florais, tanto à mão como serigrafados, levado ao forno para finalizar o objeto. Caso utilize matriz, deverá ser elaborada pelo artesão.

45.8 PINTURA À MÃO LIVRE
Consiste na aplicação de pigmentos em forma pastosa, líquida ou em pó sobre uma superfície como madeira, tecido, couro entre outros e que imprime a personalidade e inspiração do artesão sem esboços prévios ou referência visual presente, de modo totalmente manual, sem necessidade de qualquer outro tipo de artefato como decalque, tecnologia digital, estêncil ou outro suporte.

45.9 PINTURA DE TERRA
Consiste na utilização de tinta resultante das argilas e siltes da terra de várias tonalidades, que aliados a água e cola fornecem os pigmentos coloridos que serão aplicados no artesanato como cerâmica, madeira, tecido, papel marchê entre outros. A tabatinga e o tauá são pigmentos naturais tradicionalmente utilizados na Bahia.

45.10 PINTURA VITRAL
Esta técnica é conhecida como falso vitral e se baseia somente na utilização de tinta sintética vitral, onde o artesão executa desenhos com a referida tinta sobre superfície de vidro utilizando basicamente pincéis. Na técnica podem ser reutilizados recipientes de vidro como garrafas e potes. 

46. PRENSAGEM
Consiste em dar conformidade a materiais submetidos a uma pressão uniforme em toda a sua superfície, permitindo ajustes para uma variedade de exigências de qualidade, inclusive para dar forma às peças artesanais.

47. PRODUÇÃO DE ALIMENTOS ARTESANAIS
Técnica de misturar, assar, cozer, fritar, moer e torrar alimentos com ingredientes regionais para produção de culinária típica que revelam costumes das pessoas que vivem na região e/ou influência cultural imigratória na localidade.
47.1 COZIMENTO
Consiste em cozinhar a matéria-prima até formar uma mistura homogênea.

47.2 DECANTAÇÃO
Essa técnica promove a separação de partículas sólidas de um líquido que ocorre pela ação da gravidade sobre as partículas, que vão se depositando no fundo do recipiente.

47.3 DESTILAÇÃO
Técnica utilizada para separar o vapor da cana de açúcar moída e coada na produção do alimento ou na separação

47.4 FERMENTAÇÃO
Consiste em transformar a matéria-prima in natura em matéria-prima fermentada.

47.5 FORNADO
Consiste em transformar o alimento (por exemplo fécula de mandioca) em biscoitos e sequilhos.

47.6 INFUSÃO
Processo de mergulhar em água fervente qualquer substância para dela extrair princípios medicinais ou alimentícios.

47.7 SOVADO
Consiste no preparo de uma massa de farinhas (trigo, fécula ou goma de mandioca), batendo com as mãos até ficar homogênea. A massa sovada será utilizada na produção de pães e biscoitos assados.

47.8 TORRAGEM
A técnica consiste em torrar as sementes podendo utilizar uma chapa de metal com perfurações para que o fogo atinja diretamente a casca e faça a torra. Para torrefação das amêndoas podem ser utilizados fornos, fornalhas, tachos, panelas, entre outros.

48. PRODUÇÃO DE AROMÁTICOS, COSMÉTICOS E PERFUMARIA ARTESANAL
A partir de técnicas de extração dos princípios ativos das matérias-primas vegetais obtêm-se usos na produção artesanal de aromatizantes (odorizantes) de ambientes e cosméticos, produzidos com essências aromáticas próprias para perfumar o corpo ou o ambiente. As essências são extraídas de flores, folhas, raízes e frutos, obtendo-se variedades de fragrãncias e cores. O método de extração utilizado determina o tipo do produto obtido podendo se constituir em um óleo essencial ou um aromático.



48.1 INFUSAO
Operação que consiste em lançar água a ferver sobre alguma substância, geralmente vegetais, deixando ficar tudo em descanso até arrefecer, para extrair e preservar os princípios ativos das plantas.
48.2 MACERAÇÃO
Operação na qual a extração da matéria-prima vegetal é realizada em recipiente fechado, em temperatura ambiente, durante um período prolongado, sob a agitação ocasional e sem renovação do líquido extrator. A solução extrativa final é chamada de macerado.
48.3 SAPONIFICAÇÃO
Técnica utilizada na confecção de sabonetes artesanais. Na massa produzida mistura-se água, compostos graxos (gorduras, óleos ou ceras) e um álcali (hidróxido ou carbonato de sódio) que por meio de uma reação química chamada “saponificação” produz o sabão especial. É a partir dessa base que se fará todos os tipos de sabonetes sólidos, para uso decorativo, terapêutico ou para higienização corporal. Nessa reação além do sabão é formada a glicerina que fica preservada conferindo propriedades benéficas à pele ocasionando um produto 100 por cento vegetal, natural e sem aditivos químicos.

49. PRODUÇÃO DE BEBIDAS ARTESANAIS
Consistem em misturar essências, frutos e ervas com ou sem álcool utilizando técnicas isoladas ou conjuntas como clarificação, destilação, esterilização e fermentação para produção de bebidas típicas, tais como: aguardente, aluá, cachaça, cauim, cajuína, umbuzada, licores, vinhos, dentre outros.

49.1 CLARIFICAÇÃO
A clarificação é a operação unitária de separação que visa eliminar partículas em suspensão de um líquido. O processo pode ser espontâneo (natural) ou induzido por meio de produtos clarificantes que podem ser de origem orgânica ou mineral.
A clarificação proporciona brilho, translucidez e melhora na aparência da bebida.

49.2 DESTILAÇÃO
Técnica utilizada para separar o vapor da matéria-prima e coada na produção do alimento ou na separação.

49.3 FERMENTAÇÃO
Consiste em transformar a matéria-prima in natura em matéria-prima fermentada.

49.4 FILTRAÇÃO
Técnica de remoção de impurezas por meio de telas (filtros) antes do processo de fermentação.

50. RECICLAGEM
É um processo de transformação de um resíduo sólido, que envolve a alteração de suas propriedades físicas, físico-químicas ou biológicas tendo por finalidade o reaproveitamento de materiais diversos, transformados em novos produtos. O valor cultural agregado ao processo produtivo é determinante para se constituir em artesanato.

51. RENDA
Renda é uma técnica artesanal que consiste em entrelaçar ou recortar fios de algodão, linho, ouro, prata e seda, formando desenhos variados, geralmente de aspecto transparente ou vazado. A renda nasce e se desenvolve do fio que é conduzido por agulhas, trançado por bilros ou formado por nós. Nela, os motivos do desenho são feitos à medida que o artesão produz o fundo que estrutura o tecido.

51.1 ABROLHO
Abrolho é uma técnica que consiste em desfiar a ponta de um tecido, separar os fios em pequenos grupos e entrelaça-los por nós, o que resulta numa variedade de desenhos que formam a renda. Pode ser considerada uma variação da renda macramê.

51.2 BILRO
Técnica de produzir renda utilizando linhas de algodão e tendo como base um padrão feito de papelão picado, também chamado “pique”, afixado numa almofada cilíndrica por meio de alfinetes ou espinhos e que são trançadas pela troca de posição dos bilros.  Os bilros são pequenas peças de madeira (13 a 15 cm), que têm a função de tramar os fios da renda (podem ser todo de madeira ou com a esfera de coco). Cada renda vai demandar uma quantidade diferente de bilros, que são trabalhados simultaneamente.

51.3 FRIVOLITÊ
Espécie de renda cuja técnica consiste em pequenos nós produzidos inicialmente com o uso de navetes de madeira e linha de algodão. Atualmente, a frivolité também é feito com agulhas e o cordão utilizado como matéria-prima na produção de bolsas, cintos, colares e outros adornos. Para as peças mais finas e vestuário, usa-se as linhas finas, conforme a tradição.

51.4 GRAMPADA
Técnica de laçar fios e fitas ao redor de hastes de metal (grampos) com o auxílio de uma agulha de crochê. Conforme a malha vai crescendo, são retiradas dos grampos as primeiras laçadas.

51.5 GUIPURE OU GRIPIER
A renda guipure é feita de linho ou seda para fazer imitação em alto relevo. O ponto é trabalhado com agulhas para contornar com linha grossa, alguns dos desenhos considerados mais importante do padrão. A característica principal desse tipo de renda é a execução de diversos motivos como folhas, flores e ramificações de frutas, folhagens e arabescos. Cada um dos motivos é feito em separado.

51.6 IRLANDESA
Trata-se de uma renda de agulha que tem como suporte o lacê, cordão brilhoso que preso a um debuxo ou risco de desenho sinuoso, deixa espaços vazio a serem preenchidos pelos pontos. Estes pontos são bordados, compondo a trama da renda com motivos tradicionais e ícones da cultural brasileira, criados e recriados pelas rendeiras.



51.8 MACRAMÊ
Técnica de tecer fios que vão se cruzando e ficam presos por nós formando desenhos geométricos, franjas e uma infinidade de formas decorativas. O macramê tem duas formas mais conhecidas de trançado: o ponto "festonê" e o ponto "nó duplo", no primeiro dois fios são usados um esticado e o outro enlaça formando nós, no segundo três fios são usados um esticado no meio e os outros dois enlaçam formando nós.

51.9 RENASCENÇA OU RENDA INGLESA
Técnica em que a renda é construída a partir do alinhavo do lacê (espécie de fita) sobre o suporte com o desenho. Com agulha e linha se preenche os espaços entre os lacês. Depois de feito todo o preenchimento, o alinhavo é desfeito e a renda retirada do suporte. A técnica, também conhecida como Renda Inglesa, está incluída na categoria de renda de agulha por ser feita a partir de modelos riscados em papel, sobre o qual é preso o lacê, cadarço fino vendido em peças, que com agulha vai se ligando e formando os desenhos da renda.

51.10 RENDA TURCA OU SINGELEZA
Técnica elaborada com linha e agulhas. Uma das agulhas usadas é a de tapeçaria e as agulhas de apoio do trabalho são feitas com muita improvisação, usando talos de coqueiro, palitos de churrasco e o que estiver à mão. Em alguns locais os artesãos usam a mesma navete que pescadores utilizam em suas redes. Os pontos são costurados com a agulha de tapeçaria enquanto ficam montadas na agulha de apoio. A cada trecho vão sendo retirados desse apoio e trabalhados com novos detalhes.

51.11 TENERIFE OU NHANDUTI OU RENDA DO SOL
Renda feita utilizando-se agulha grossa, linha e tábua de vários tamanhos e formas. A tábua serve de modelagem onde são colocados pregos sem cabeça para o entrelace da linha. Consiste no entrelaçamento da linha nos pregos repetidas vezes.

52. REUTILIZAÇÃO
Processo de aproveitamento de um material sem transformar sua estrutura ou composição química gerando novas possibilidades de uso. A partir de garrafas “pet”, latas de alumínio e de aço, jornais, recipientes de vidro, lacres de alumínio, embalagens de papelão e outros são criadas peças artísticas com função e identidade cultural.

53. SAPATARIA
Técnica que envolve o tratamento artesanal do couro, modelagem, costura, entalhes, perfuração, lixamento e outras variações para a produção manual de sapatos, bolsas e outros acessórios.

54. SELARIA
A técnica envolve o tratamento artesanal do couro, modelagem, costura, entalhes, perfuração, lixamento, rebite e outras variações, a feitura manual de selas e artigos de montaria.

55. SERRALHERIA
A técnica consiste na transformação de metais em peças artesanais decorativas e utilitárias. No artesanato pode ser expresso em ferro forjado ou batido, onde os objetos são colocados na forja (fornalha para incandescer metais) até deixar o material elástico e permitindo que seja trabalhado com batidas ou pancadas de martelo.

56. TAPEÇARIA
Técnica que consiste na confecção artesanal de um tapete, geralmente encorpado, sobre o suporte de uma tela, formado pelo cruzamento de duas estruturas de fios obtidos de fibras flexíveis, como algodão, lã ou seda. O uso de fios coloridos e de técnicas diversas de entrelaçamento permite que figuras sejam compostas durante o processo de execução.

57. TAXIDERMIA
Técnica de dissecação para preservação da forma da pele, planos e tamanho dos animais com objetivo de manter as características de expressão do animal e, por vezes, seu ambiente natural. Usada para coleção, material didático ou uso decorativo, essa técnica utiliza facas, tesoura, linha e agulha, tinta e pincel, entre outros, além de produtos químicos.

58. TECELAGEM
Tecelagem é o trabalho de entrelaçar fios nos teares. Entrelaçar teia e trama – urdume e tapume. Teia é a base, o fundo do tecido, feito nas urdideiras e levado depois para o tear onde é tapado e então tecido. Tanto para o urdume como para o tapume o tecelão vai utilizar fios de algodão, lã, linho, buriti, pita, entre outros. São instrumentos da tecelagem a urdidura, o cabo, a trama, o pente e outros, utilizados nos diversos tipos de teares.

59. TEÇUME
Consiste num processo artesanal desde a extração de fibras vegetais (tala de cauaçu) com a utilização de corantes naturais, resultando em matéria-prima a ser trançada para produção de artefatos domésticos e decorativos. Revela o processo produtivo de moradores de comunidade ribeirinha da Amazônia, conhecido como “Teçume D´Amazônia”.

60. TINGIMENTO
Consiste na alteração da cor primitiva de tecidos ou outros materiais, dando-se cor por imersão em tinta ou corante, sintético ou natural, e formando padrões, entre dégradé colorido e com manchas ou figuras.
O tingimento natural vegetal pode ser feito à frio (em preparado em temperatura ambiente, de 3 a 8 dias sob sol), a quente (matéria-prima é fervida, coada e depois é acrescentada as meadas) e à quente com mordentes (substância solúvel em água quente, capaz de se ligar às fibras e ao corante, tornando o corante insolúvel em água).

61. TORÇÃO EM METAL
Na técnica de torção são utilizados geralmente arames e chapas de metal. As peças são confeccionadas somente com a utilização de alicates. Normalmente o artesão utiliza os alicates de corte diagonal, bico meia cana, bico redondo e torquesa. As peças vão ganhando a forma desejada apenas com a dobragem e fixação das partes umas nas outras utilizando a resistência do metal escolhido, sem qualquer auxilio de solda ou adesivos.

62. TORNEAMENTO
Modelagem de uma peça com a utilização de ferramenta cortante ou lixa, utilizando o torno elétrico ou manual, equipamento que possui a capacidade de girar, dotado de um eixo estendido na horizontal, geralmente utilizado para dar acabamento em peças. É usado para fazer peças de mobiliário, ferramentas, brinquedos e outros objetos de uso pessoal a partir de matérias-primas como chifre, osso e outros.

63. TRANÇADO
O trançado consiste no entrelaçamento de fibras ou outras matérias-primas em forma de fios, lâminas ou tiras. A técnica do trançado é tão diversificada quanto o produto final. Sempre se inicia a peça mediante o simples cruzamento de duas ou mais talas, que correspondem à parte central, base ou fundo. Entrelaçando-se a seguir novas talas, obtém-se a forma desejada.

64. TRICÔ
O tricô é uma técnica para entrelaçar o fio de lã ou outra fibra têxtil, por meio de duas agulhas grandes de forma organizada, criando-se assim um pano que por suas características de textura e elasticidade é chamado de malha de tricô ou simplesmente tricô.

65. VITRAL-  A técnica do vitral consiste na composição de imagens cuja finalidade é a transposição da luz solar através de aberturas. A técnica consiste na construção da estrutura metálica ou de madeira formando os desenhos e seu preenchimento com vidros coloridos ou transparentes pintados observando elementos como a temperatura correta, o tempo exato do vidro no fogo, a dosagem dos pigmentos e a harmonia dos matizes. Utiliza-se na técnica a ferramenta de corte diamantada, massas de calefação e tintas sintéticas para vidro. No artesanato brasileiro, a técnica vitral é muito utilizada para a fabricação de luminárias.























TABELA DE TIPOLOGIAS E TÉCNICAS

GRUPO 01: MATÉRIA-PRIMA NATURAL
01.01: MATÉRIA-PRIMA NATURAL DE ORIGEM ANIMAL
CÓDIGO
TIPOLOGIAS
MATÉRIAS-PRIMAS
TÉCNICAS
01.01.01
Carcaça
Carcaça de anfíbio
Carcaça de ave
Carcaça de crustáceo
Carcaça de mamífero
Carcaça de peixe
Carcaça de réptil
Montagem
Taxidermia
Tingimento
01.01.02
Casca
Casca de crustáceo
Casca de marisco
Casca de ovo


Esmerilhamento
Montagem
Pintura à mão livre
Pintura - Pêssanka
01.01.03
Casco
Casco
Entalhe
Esmerilhamento
Montagem
Pintura à mão livre
Pirografia
Torneamento
01.01.04
Cera
Cera
Cera de abelha
Lanolina
Modelagem
Moldagem
Batique
Saponificação
Tingimento
01.01.05
Concha
Concha
Concha de marisco
Esmerilhamento
Montagem
Mosaico
Pintura à mão livre
Tingimento
01.01.06
Couro e Pele
Camurça
Couro
Couro bovino
Couro caprino
Couro de jacaré
Couro equino
Couro ovino
Couro peixe
Pele
Pele de avestruz
Pele de chinchila
Pele de coelho
Costura
Costura em retalho
Costura Patchwork
Curtimento / Curtume artesanal
Crochê
Entalhe
Pirografia
Modelagem
Montagem
Batique
Pintura à mão livre
Sapataria
Selaria
Taxidermia
Tingimento
Trançado
01.01.07  
Crina e Pelo
Crina
Pelo
Arpilharia
Crochê
Feltragem
Fiação
Montagem
Tapeçaria
Tecelagem
Tingimento
Trançado
Tricô
01.01.08
Dente, Chifre e Osso
Chifre
Dente
Espinha
Osso

Entalhe
Esculpir
Esmerilhamento
Lapidação
Marchetaria
Montagem
Pintura à mão livre
Pirografia
Tingimento
Torneamento
01.01.09
Escama
Escama de ave
Escama de peixe
Montagem
Mosaico
Pintura à mão livre
Tingimento
01.01.10
Pena e Pluma
Pena
Pluma de ave

Costura
Montagem
Tingimento
01.02: MATÉRIA-PRIMA NATURAL DE ORIGEM VEGETAL
CÓDIGO
TIPOLOGIAS
MATÉRIAS-PRIMAS
TÉCNICAS
01.02.01
Casca, Caule e Raiz
Cana-de-açúcar
Caule do coqueiro
Casca
Casca de alho
Casca de arroz
Casca de árvore
Casca de café
Casca de cebola
Casca de coco
Casca de coqueiro
Casca de cupuaçu
Casca de tururi
Caule
Caule de buriti
Corante
Cortiça
Endocarpo do coco/quenga
Gengibre/Mangarataia
Pigmento
Raiz
Tala de dendê
Tinta


Carpintaria
Entalhe
Esculpir
Marcenaria
Marchetaria
Montagem
Mosaico
Papel Artesanal
Pintura à mão livre
Produção de aromáticos, cosméticos e perfumaria artesanal - Infusão
Produção de aromáticos, cosméticos e perfumaria artesanal - Saponificação
Produção de aromáticos, cosméticos e perfumaria artesanal - Maceração
Produção de alimentos - Cozimento
Produção de alimentos - Decantação
Produção de alimentos - Destilação
Produção de alimentos - Fermentação
Produção de alimentos - Fornado
Produção de alimentos - Infusão
Produção de alimentos - Sovado
Produção de alimentos - Torragem
Produção de bebidas - Clarificação
Produção de bebidas - Filtração
Produção de bebidas - Fermentação
Produção de bebidas - Destilação
Tingimento
Trançado
01.02.02
Cera, Massa e Resina
Cera
Fécula de mandioca
Massa de guaraná
Resina

Modelagem
Moldagem
Pintura à mão livre
Batique
Tingimento
01.02.03
Fio e Fibra
Algodão
Bagaço da cana-de-açúcar
Bambu
Bucha vegetal
Capim
Capim-do-brejo
Capim dourado
Capim-navalha
Cipó
Cipó-canudo
Cipó ou Ingá Caititu
Cipó-cururu
Cipó-imbé
Cipó-titica
Cipó de fogo
Fibra
Fibra de arumã
Fibra de bananeira
Fibra de buriti/miriti
Fibra de camalote
Fibra de cana-de-açúcar
Fibra de carnaúba
Fibra de caroá
Fibra de chila
Fibra de coco
Fibra de embira/envira
Fibra de imbé
Fibra de jacitara
Fibra de jupati
Fibra de Salsaparrilha
Fibra de sisal
Fibra de trigo
Fibra de tucum
Fibra de tururi
Fio de tucum
Junco
Juta
Linho
Palha
Palha de arroz
Palha de bananeira
Palha de buriti
Palha de carnaúba
Palha de café
Palha de chila
Palha de coqueiro
Palha da costa
Palha de milho
Palha de ouricuri
Palha de piaçava /piaçaba
Palha de tucum
Rami
Taboa
Taquara

Boleado
Bordado - Aberto
Bordado - Aplicação
Bordado - Arpilharia
Bordado - Boa Noite
Bordado - Bouvaire
Bordado - Caminho sem fim
Bordado - Casa de abelha
Bordado - Cheio
Bordado - Com Fita
Bordado - Corrente ou cadeia
Bordado - Crivo
Bordado – Filé
Bordado - Labirinto
Bordado - Matiz
Bordado - Oitinho
Bordado - Ponto cruz
Bordado - Redendê / Hardanger
Bordado - Reto
Bordado - Richelieu
Bordado - Rococó
Bordado - Russo
Bordado - Sombra
Bordado - Vagonite
Bordado - Xadrez
Carpintaria
Costura
Costura - Retalho
Crochê
Entalhe
Esculpir
Fiação
Mamucaba
Marchetaria
Montagem
Mosaico
Pintura à mão livre
Produção de Aromáticos, Cosméticos e Perfumaria
Papel Artesanal
Renda - Abrolho
Renda - Bilro
Renda - Frivolité
Renda - Grampada
Renda - Guipure ou Gripier
Renda - Irlandesa
Renda - Macramê
Renda - Renascença ou Renda Inglesa
Renda - Renda Turca ou Singeleza
Renda - Tenerife / Nhanduti / Renda do sol
Tapeçaria
Tecelagem
Teçume
Tingimento
Trançado
Tricô
01.02.04
Flor, Folha e Fruto
Açaí
Bacuri
Cabaça/Porongo
Capeba
Corante
Cuia
Cupuaçu
Flor
Flor seca
Folha
Folha de bananeira
Folha seca
Folha da Palmeira
Folha de Coqueiro
Folha de Patchouli
Folha do Cupuaçu
Fruto
Jenipapo
Óleo de Patchouli
Ouriço da castanha
Pigmento
Polpa de fruta
Pinha
Tinta

Desidratação
Esqueletização
Modelagem
Montagem
Papel Artesanal
Pintura à mão livre
Pirografia
Prensagem
Produção de alimentos - Cozimento
Produção de alimentos - Decantação
Produção de alimentos - Destilação
Produção de alimentos - Fermentação
Produção de alimentos - Fornado
Produção de alimentos - Infusão
Produção de alimentos - Sovado
Produção de alimentos - Torragem
Produção de aromáticos, cosméticos e perfumaria artesanal - Infusão
Produção de aromáticos, cosméticos e perfumaria artesanal - Maceração
Produção de aromáticos, cosméticos e perfumaria artesanal – Saponificação
Produção de bebidas - Clarificação
Produção de bebidas - Destilação
Produção de bebidas - Fermentação
Produção de bebidas - Filtração
Tingimento
Trançado
01.02.05
Látex e Balata
Balata
Látex

Modelagem
Moldagem
Tingimento
01.02.06
Madeira
Andiroba
Angelim
Buriti
Canela
Carnaúba
Caxeta
Corante
Cumaru
Embaúba
Eucalipto
Garapeira
Guaruba
Imbuia
Ipê ou pau d’arco
Jaqueira
Jataúba
Jatobá
Madeira
Madeira de cafeeiro
Madeira de coqueiro
Madeira de demolição
Macacaúba
Maçaranduba
Marupá
Miriti
Mulungu
Palito
Paparaúba
Pau-mulato
Pigmento
Roxinho
Tauari
Timbaúba
Tinta
Calado / Vazado
Carpintaria
Entalhe
Esculpir
Esmerilhamento
Folheação / Douração
Luteria
Marcenaria
Marchetaria
Moldagem
Montagem
Mosaico
Pintura - Bauer
Pintura - Pêssanka
Pintura à mão livre
Pintura de terra
Pirografia
Prensagem
Torneamento
Xilografia

01.02.07
Semente
Açaí
Andiroba
Babaçu
Cacau 
Castanha
Conta-de-lágrima
Coité
Corante
Copaíba
Chumburana
Fava-Arara-Tucupi
Inajá
Ingarana
Jatobá
Jarina
Jupati
Mamona 
Morototó
Milho
Óleo de buriti
Óleo de coco
Óleo vegetal
Olho de cabra
Olho de boi
Patauá
Paxiúba
Paxiubão
Pigmento
Pucá
Semente
Tapana
Tento
Tinta
Tucumã
Esmerilhamento
Montagem
Mosaico
Pintura à mão livre
Produção de alimentos - Cozimento
Produção de alimentos - Decantação
Produção de alimentos - Destilação
Produção de alimentos - Fermentação
Produção de alimentos - Fornado
Produção de alimentos - Infusão
Produção de alimentos - Sovado
Produção de alimentos - Torragem
Produção de aromáticos, cosméticos e perfumaria artesanal - Infusão
Produção de aromáticos, cosméticos e perfumaria artesanal - Saponificação
Produção de aromáticos, cosméticos e perfumaria artesanal - Maceração
Tingimento
01.03: MATÉRIA-PRIMA NATURAL DE ORIGEM MINERAL
CÓDIGO
TIPOLOGIAS
MATÉRIAS-PRIMAS
TÉCNICAS
01.03.01
Areia
Areia
Composição de imagem em areia
Pintura – Terra
Tingimento

01.03.02
Argila
Argila
Corante
Pigmento de argila
Pigmento Tauá
Pigmento Tabatinga
Massa cerâmica



Calado/Vazado
Cerâmica - Faiança
Cerâmica - Grês
Cerâmica - Porcelana
Cerâmica - Raku
Cerâmica - Tradicional
Cerâmica - Terracota
Cerâmica - Vidrado / Esmalte cerâmico
Modelagem
Moldagem
Mosaico
Pintura - Bauer
Pintura - Engobe
Pintura - Esmalte
Pintura em azulejo
Pintura à mão livre
Pintura de terra
Tingimento
Torneamento
01.03.03
Pedra
Arenito
Basalto
Cristais
Gema brasileira
Granito
Manganês
Mármore
Pedra
Pedra-pomes
Pedra-sabão
Entalhe
Esculpir
Esmerilhamento
Litografia
Lapidação
Mosaico
Pintura à mão livre
GRUPO 02: MATÉRIA-PRIMA MANUFATURADA
02.01: MATÉRIA-PRIMA MANUFATURADA DE ORIGEM ANIMAL
CÓDIGO
TIPOLOGIAS
MATÉRIAS-PRIMAS
TÉCNICAS
02.01.01
Couro e Pele
Couro
Pele
Costura
Costura - Costura em retalho
Costura – Patchwork
Crochê
Entalhe
Modelagem
Moldagem
Montagem
Pintura - Bauer
Pintura à mão livre
Pirografia
Sapataria
Selaria
Tingimento
Trançado
02.01.02
Fio de lã
Fio de lã
Bordado - Arpilharia
Costura
Crochê
Fiação
Tapeçaria
Tecelagem
Trançado
Tricô
02.01.03
Seda

Linha de seda
Tecido de seda

Boleado
Bordado - Aberto
Bordado - Aplicação
Bordado - Arpilharia
Bordado - Boa noite
Bordado - Bouvaire
Bordado - Caminho sem fim
Bordado - Casa de abelha
Bordado - Cheio
Bordado - Com fita
Bordado - Corrente / Cadeia
Bordado - Crivo
Bordado - Ponto cruz
Bordado – Filé
Bordado - Labirinto
Bordado - Matiz
Bordado - Oitinho
Bordado - Redendê / Hardanger
Bordado - Reto
Bordado - Richelieu
Bordado - Rococó
Bordado - Russo
Bordado - Sombra
Bordado - Vagonite
Bordado – Ponto xadrez
Costura
Costura - Fuxico
Costura - Patchwork
Costura – Retalho
Crochê
Batique
Pintura à mão livre
Renda - Guipure/Gripier
Tapeçaria
Tecelagem
02.02: MATÉRIA-PRIMA MANUFATURADA DE ORIGEM VEGETAL
CÓDIGO
TIPOLOGIAS
MATÉRIAS-PRIMAS
TÉCNICAS
02.02.01
Borracha
Borracha
Pneu
Modelagem
Moldagem
Montagem
Pintura à mão livre
Reciclagem
Reutilização
Trançado
02.02.02
Fio e Tecido
Algodão
Algodão colorido
Barbante
Cânhamo
Caroá
Corante
Corda
Corda de Sisal
Cordão
Feltro
Fio têxtil
Fita de cetim
Juta
Linha de algodão
Lona
Tecido
Amarradinho/Puxadinho
Batique
Boleado
Bordado - Aberto
Bordado - Aplicação
Bordado - Arpilharia
Bordado - Boa noite
Bordado - Bouvaire
Bordado - Caminho sem fim
Bordado - Casa de abelha
Bordado - Cheio
Bordado - Com fita
Bordado - Corrente / Cadeia
Bordado - Crivo
Bordado – Filé
Bordado - Labirinto
Bordado - Matiz
Bordado - Oitinho
Bordado - Ponto cruz
Bordado – Ponto xadrez
Bordado - Redendê / Hardanger
Bordado - Reto
Bordado - Richelieu
Bordado - Rococó
Bordado - Russo
Bordado - Sombra
Bordado - Vagonite
Costura
Costura - Fuxico
Costura - Patchwork
Costura - Retalho
Crochê
Estamparia
Mamucaba
Pintura - Bauer
Pintura - Estamparia
Pintura à mão livre
Pintura de terra
Pirografia
Renda - Abrolho
Renda - Bilro
Renda - Frivolité
Renda - Grampada
Renda - Guipure / Gripier
Renda - Irlandesa
Renda - Macramê
Renda – Renascença / Inglesa
Renda - Tenerife / Nhanduti / Sol
Renda - Turca / Singeleza
Tapeçaria
Tecelagem
Tingimento
Trançado
Tricô
02.02.03

Massa


Amido
Borra de café
Cola

Modelagem
02.02.04
MDF, Aglomerado e Compensado
Chapa de compensado
Folha de compensado
MDF
Placa de aglomerado

Calado/Vazado
Entalhe em madeira
Folheação/Douração
Marcenaria
Marchetaria
Moldagem
Mosaico
Pintura - Bauer
Pintura à mão livre
Pintura de terra
Pirografia
Prensagem
02.02.05
Papel
Corante
Filtro de café
Papel
Papel jornal
Papelão

Boleado
Cartonagem
Dobradura / Origami
Filigrana em papel / Quilling
Modelagem
Moldagem
Montagem
Papel Machê
Papietagem
Prensagem
Reciclagem
Reutilização
Trançado
02.03: MATÉRIA-PRIMA MANUFATURADA DE ORIGEM MINERAL
CÓDIGO
TIPOLOGIAS
MATÉRIAS-PRIMAS
TÉCNICAS
02.03.01
Cerâmica
Azulejo
Cerâmica
Mosaico
Pintura - Engobe
Pintura à mão livre
Pintura em azulejo

02.03.02
Metal
Aço
Alpaca
Alumínio
Arame
Bronze
Chumbo
Cobre
Estanho
Ferro
Fio metálico
Flandres
Lacre de lata
Lata
Latão
Metal
Níquel
Ouro
Platina
Prata
Sucata de metal
Zinco
Calado/Vazado
Cinzelagem/Repuxo
Cutelaria
Esmerilhamento
Ferro Forjado
Filigrana em metal
Folheação/Douração
Fundição
Funilaria/Latoaria
Gravação em metal
Latonagem
Moldagem
Montagem
Ourivesaria
Pintura à mão livre
Prensagem
Reciclagem
Reutilização
Serralheria
Torção em arame
Trançado
02.03.03
Vidro
Pastilha de vidro
Vidro
Fusão/Fusing
Gravação em vidro
Lapidação
Modelagem a fogo
Moldagem
Mosaico
Pintura - Vitral
Pintura à mão livre
Reciclagem
Reutilização
Vitral
GRUPO 03: MATÉRIA-PRIMA SINTÉTICA
CÓDIGO
TIPOLOGIAS
MATÉRIAS-PRIMAS
TÉCNICAS
03.00.01
Couro Sintético
Couro sintético
Costura
Costura Patchwork
Costura - Retalho
Crochê
Moldagem
Montagem
Pintura à mão livre
Pirografia
Sapataria
Selaria
Tingimento
Trançado
03.00.02
Fio e Tecido Sintético
Elastano
Fio de nylon
Fio sintético
Linha sintética
Lycra
Microfibra
Poliamida
Poliéster
Polipropileno
Tecido sintético
Viscose

Amarradinho/Puxadinho
Batique
Boleado
Bordado - Aberto
Bordado - Aplicação
Bordado - Arpilharia
Bordado - Boa Noite
Bordado - Bouvaire
Bordado - Caminho sem Fim
Bordado - Casa de Abelha
Bordado - Cheio
Bordado - Com Fita
Bordado - Corrente ou cadeia
Bordado - Crivo
Bordado – Filé
Bordado - Labirinto
Bordado - Matiz
Bordado - Oitinho
Bordado - Ponto cruz
Bordado - Redendê / Hardanger
Bordado - Reto
Bordado - Richelieu
Bordado - Rococó
Bordado - Russo
Bordado - Sombra
Bordado - Vagonite
Bordado – Xadrez
Costura
Costura - Fuxico
Costura - Patchwork
Costura - Retalho
Crochê
Estamparia
Tapeçaria
Tecelagem
Tingimento
Trançado
03.00.03
Material Sintético

Corante sintético
Espuma
Manta acrílica
Massa plástica
Miçangas e pedrarias
Pigmento sintético
Plástico
Tinta sintética


Batique
Calado/Vazado
Esculpir
Estamparia
Modelagem
Moldagem
Montagem
Mosaico
Pintura - Bauer
Pintura - Engobe
Pintura - Esmalte
Pintura - Pêssanka
Pintura à mão livre
Pintura em azulejo
Prensagem
Reciclagem
Reutilização
Tingimento
Trançado